A Filosofia Terapêutica é compreendida como um campo sistemático de aplicação da filosofia à elaboração existencial.
Fundamentada na tradição filosófica e estruturada por critérios epistemológicos, metodológicos e éticos próprios, utiliza o pensamento como instrumento de investigação dos fundamentos que organizam a experiência humana.
A prática parte do pressuposto de que conflitos existenciais e crises de sentido podem estar relacionados a incoerências axiológicas ou pressupostos não examinados.
A tarefa consiste em submeter tais estruturas ao exame crítico, promovendo a clarificação conceitual e a reorganização racional dos juízos para fortalecer a autonomia intelectual.
Atua no plano da inteligibilidade da experiência.
Busca a responsabilidade reflexiva do sujeito.
Sócrates: O diálogo como exame da existência e purificação conceitual.
Estoicismo: Epicteto e Marco Aurélio; a filosofia como disciplina do julgamento.
Baruch Spinoza: A compreensão adequada dos afetos como caminho para a liberdade.
Não realiza diagnóstico psicológico, não trata transtornos mentais e não substitui acompanhamento psicoterapêutico.
O foco é a investigação conceitual e a formação da autonomia do pensamento.
Uma proposta original que articula a tradição clássica com fundamentos neurocientíficos e metodologia dialógica estruturada para o contexto brasileiro.
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